" ... Consiste a monstruosidade do amor ... Em ser infinita a vontade, enlouquecedores os desejos ...
e ato escravo dos limites ..."



quinta-feira, 18 de março de 2010

Subjetivo Incerto ...




Tem caminhos e não sigo
Sinto que confronto comigo, sentido
E mal julgado desconto com fúria
Neste amor mais que malvado, contido

Estupefacto, ignoro as desventuras
E coloco-me livre pra ternas prisões
Como quem partilhou da divindade
Mas reconforta-se em crivas aflições

Ínclitos pensamentos e nenhuma intenção de gesto
que seja subjetivo então

sofismas de uma alma enamorada

unicidade que cega o coração


Então, agora quero mais do que tudo
Desde toques ensaiados té diáfanos olhares
E que não exista um interposto mundo
Pra tão álbidos desejos ou pesares

Sou nálfrago esperando vozes que expliquem
Quantos foram os beijos dados em olhares tão ateus
Quantas palavras ditas em impúdico silêncio
Se no que de mais concreto havia, eram exatos sonhos meus !?!